Partilhe a Internet com os amigos

Publicado Por: Manuel Serol - 29• Ago•2012

O telemóvel e a Internet não estão na lista dos primeiros serviços a sofrerem cortes em tempos de crise, mas a verdade é que o orçamento não estica e muitas vezes é difícil conseguir pagar as contas ao fim do mês. A partilha de acessos à Internet pode ser uma boa solução para ajudar amigos, colegas e vizinhos, ou simplesmente reduzir custos numa empresa, numa equipa de trabalho ou num enquadramento familiar.

As férias são também uma boa ocasião para pôr em prática este “espírito de partilha”. Provavelmente os seus companheiros de viagem transportam vários equipamentos através dos quais querem aceder à Internet, para se ligarem ao Facebook, verem emails, usarem o Skype ou mesmo jogar online e ver vídeos no Facebook.

Não vale a pena instalar uma nova linha de fibra no apartamento de férias, multiplicar os (elevadíssimos) custos das soluções disponibilizadas nos hotéis ou comprar uma pen de banda larga para cada um. A palavra-chave é partilhar.

Há várias formas de navegar “à boleia” de outras ligações wireless, algumas mais legais do que outras, mas hoje vamos centrar-nos em formatos autorizados, para rede fixa e rede móvel. E há muitas opções a explorar, mesmo sem entrar em soluções de tethering, nem sempre vistas com bons olhos pelos operadores…

Mesmo se o seu perfil é mais do tipo egoísta e a palavra “partilha” não lhe agrada, por receios de segurança ou de perda de desempenho, estas opções ainda podem ser úteis para manter-se online em vários dispositivos Wi-Fi, de tablets a portáteis e telemóveis. Pagando apenas uma conta de Internet…

Com mais ou menos configuração é possível em PCs e Macs partilhar a ligação Internet, mas na rede fixa a partilha sem recurso a fios e cabos está facilitada pelos próprios operadores, que instalam normalmente routers Wi-Fi em casa dos clientes com acessos ADSL, de cabo ou de fibra. Basta distribuir as passwords para utilização de outros dispositivos e “voilá”.

Se costuma receber amigos em casa frequentemente provavelmente até já tem a resposta na ponta da língua, ou um cartão especial com as passwords, para a inevitável pergunta: “Qual é a password da tua ligação Wi-Fi?”.

No caso dos clientes da Zon tudo fica facilitado com o serviço Zon@Fon, que cria em cada ligação um hotspot público para ser usado gratuitamente por qualquer cliente da operadora de cabo, ou através de pagamento de uma taxa por hora, que é de 2 euros por hora para quem não pertence à comunidade.

O número de hotspots Zon@Fon tem vindo a crescer em Portugal e é fácil verificar se há algum disponível nas imediações através da consulta das ligações Wi-Fi, ou do mapa que o serviço mantém atualizado.

A vantagem? Se aderir e tornar a sua ligação um Hotspot pode usar gratuitamente a rede em qualquer lugar onde esta esteja disponível e até no estrangeiro. Se quiser associar a subscrição a uma conta Paypal até pode ganhar dinheiro, mas tudo dependerá do número de utilizadores que se liguem ao seu hotspot, e se realmente pagam o acesso.

Na banda larga móvel existem também diversas formas de partilhar Internet, mais uma vez em modo legal. As operadoras móveis têm nos serviços de Internet 3G e 4G soluções para a partilha da mesma assinatura de Internet por vários equipamentos, embora este seja um modelo que sai caro para partilhar em modo de beneficência.

A partilha com mais um dispositivo custa entre 7,5 euros e 15 euros na Optimus, TMN e Vodafone, com a utilização do chamado “cartão gémeo” – que na prática é outro cartão SIM que se instala no tablet ou smartphone onde se quer usar a Internet. Para grupos de utilizadores e empresas há ainda soluções de partilha de tráfego, mas que certamente não se aplicam ao âmbito da partilha que abordamos neste artigo…

Muito mais simpática será a utilização de dispositivos específicos para a criação de redes partilhadas recorrendo ao Wi-Fi. Não estão isentos de custos de aquisição mas são fáceis de utilizar e suportam um maior número de utilizadores em simultâneo – embora quanto mais forem os utilizadores “pendurados” mais lenta se torne a ligação.

As três operadoras móveis têm equipamentos de hotspot específicos para redes 3G e a Vodafone anunciou ontem o primeiro modelo para 4G.

O Vodafone Mobile Wi-Fi R210 suporta velocidades de download até 100 Mbps e de upload até 50 Mbps, funcionando como um verdadeiro router de banda larga móvel de bolso, e é compatível com a App gratuita Vodafone Mobile Wi-Fi Monitor. O preço é de 199 euros, a que se soma a assinatura mensal do serviço, naturalmente.

No leque de oferta de dispositivos semelhantes a Vodafone conta ainda com o Vodafone Mobile Wi-Fi R205, um modelo portátil que suporta até cinco ligações e 1ue custa 54,9 euros na loja online, e o Vodafone Sharing Dock, que usa a ligação da pen de banda larga móvel para distribuir sinal para até 5 dispositivos, também só em ligações 3G.

A Optimus também lançou recentemente o Kanguru Hotspot, mas tal como os modelos mais antigos da Vodafone está limitado a redes 3G. O custo deste equipamento bastante portátil – pequeno e com uma bateria razoável – é de 59,9 euros, mas no site está disponível uma promoção que baixa o custo para 29,9 euros. A ligação pode ser feita por Wi-Fi ou USB.

A TMN tem disponível um router 4G, o Huawei B593, cujo preço varia entre os 162 e 199 euros consoante o tarifário do serviço de banda larga 3G ou 4G, mas esta é uma solução “pesada” para oferecer Internet à borla para os amigos e adequa-se mais a enquadramentos profissionais.

Do catálogo de consumo da operadora consta ainda um Router Wi-Fi da Huawei mas que parece não estar disponível para comercialização.

Outras alternativas gratuitas em Wi-Fi

Quem tem Banda Larga móvel pode ainda aceder, de forma gratuita, aos hotspots Wi-Fi das operadoras, que oferecem este serviço como uma benesse adicional. Neste caso, partilhando o user e password com os felizes “camaradas”.

A TMN usa os hotspots da PT Wi-Fi, enquanto a Vodafone tem a sua própria rede, sendo apenas necessário solicitar uma password de acesso (temporário) por SMS. Nestes casos os limites de tráfego mensal variam. Na TMN / PT Wi-Fi o tráfego é ilimitado, enquanto na Vodafone o limite é de 1GB.

A PT tem ainda disponível uma aplicação para smartphones Android e PCs que facilita a ligação em modo preferencial sempre que os equipamentos estejam numa zona com cobertura da sua rede.

A Optimus também mantinha uma rede de hotspots nos centros comerciais do Grupo Sonae, para utilização pelos clientes do Clix, mas essa rede está “em manutenção”, não existindo data prevista para a sua reposição.

Ficamos por aqui em sugestões, mas aceitam-se ainda outros conselhos (e dicas) para juntar a este espírito de partilha. Gratuitos, por favor. 

Fonte tek por Fátima Caçador

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